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Iluminação de condomínio: garagem, hall e áreas comuns

Como planejar a iluminação de condomínio por área: quantos lux na garagem, sensor no hall e na escada, emergência separada e área externa com IP certo.

Por Gustavo Donizete · · 5 min de leitura

Portaria de condomínio com molduras de perfil de LED sobre o acesso de veículos

Resposta direta: iluminação de condomínio se planeja por área, não por lâmpada. A referência técnica é a ABNT NBR ISO/CIE 8995-1: 75 lux nas vagas e pistas da garagem, 300 lux nas rampas durante o dia, 100 lux em corredores e 150 lux em escadas. Sensor de presença ajuda nas áreas de passagem, a iluminação de emergência é um sistema à parte, com regra do Corpo de Bombeiros, e área externa pede luminária com grau de proteção certo.

Troca de lâmpada por lâmpada resolve a semana e deixa o condomínio com tons de luz diferentes e pontos escuros. O caminho é olhar cada área pelo uso dela, com os números da norma na mão.

Garagem: quantos lux e como não ofuscar quem dirige

A ABNT NBR ISO/CIE 8995-1:2013, vigente no Brasil, traz uma tabela para estacionamentos internos. É escrita para estacionamento público, mas serve de referência de projeto para garagem de condomínio:

Área Iluminância mantida
Vagas 75 lux
Pistas de tráfego 75 lux
Rampas de entrada e saída, de dia 300 lux
Rampas de entrada e saída, à noite 75 lux

Dois detalhes que a tabela ensina. A rampa pede mais luz de dia do que de noite: quem entra vem da claridade da rua, e o olho precisa de transição. E, nas vagas, a norma observa que iluminância vertical elevada aumenta o reconhecimento do rosto das pessoas e, por isso, a sensação de segurança. Não basta clarear o chão.

Para não ofuscar quem dirige, a luminária fica sobre as pistas, alinhada com o sentido do tráfego, e não apontada para o para-brisa. E área comum é onde vale olhar controle de iluminação. Em Los Angeles, um prédio residencial reconhecido em 2024 pela campanha de iluminação do Departamento de Energia dos EUA pôs controle por circuito em 256 luminárias das áreas comuns, internas e externas, e reduziu o consumo em mais de 50%. É um caso, não uma média, mas mostra o tamanho do que dá para ganhar.

Vai reformar a iluminação das áreas comuns? Manda fotos e a planta da garagem que a gente monta o projeto.

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Hall, corredores e escadas: sensor sim, escuro não

A mesma norma indica 100 lux no saguão de entrada, 100 lux em áreas de circulação e corredores e 150 lux em escadas. Para corredores, ela pede uma zona de transição nas entradas e saídas, para evitar mudança brusca de luz.

Sensor de presença funciona bem em corredor de andar e em hall de serviço. Na escada, o cuidado é de desenho: um sensor por patamar e tempo de desligamento que cubra a subida inteira, para ninguém ficar no escuro no meio do lance. As instruções técnicas do Corpo de Bombeiros de São Paulo não tratam de sensor na iluminação comum. O que elas exigem é outra coisa, que vem a seguir.

Iluminação de emergência é outro sistema

Em São Paulo, quando a iluminação de emergência é obrigatória e como ela deve ser está no Decreto estadual 69.118/2024, o regulamento de segurança contra incêndios, e na Instrução Técnica 18/2025 do Corpo de Bombeiros. A IT 18 adota a ABNT NBR 10898, revisada em 2023, e define, entre outros pontos, o nível mínimo de luz no piso das rotas de fuga, que é maior onde há desnível, como escadas, e a distância máxima entre os pontos de iluminação. Os valores estão na versão vigente da instrução, no portal do Corpo de Bombeiros.

É um sistema independente da iluminação do dia a dia, com projeto e responsabilidade técnica de profissional habilitado. Na reforma da iluminação comum, o projeto luminotécnico precisa conversar com ele, para uma troca de forro não deixar bloco de emergência fora de posição.

Área externa, portaria e fachada

Na área externa, a primeira pergunta é o que a luminária vai enfrentar: chuva, jato de mangueira na lavagem, poeira. O código IP responde. Pela IEC 60529, o primeiro dígito 6 indica vedação total à poeira; no segundo dígito, 4 é proteção contra respingos de qualquer direção, 5 contra jatos de água e 6 contra jatos potentes. Área que é lavada com mangueira pede o segundo dígito 5 ou 6.

No condomínio que a gente atendeu, com projeto, fornecimento e instalação, o desenho usou molduras de perfil sobre a portaria e o acesso de veículos, balizadores e postes no paisagismo, e gazebo e piscina iluminados. As fotos estão em projetos, e as linhas de refletor, balizador e embutido de solo estão em iluminação externa. Se a pauta do conselho também inclui o fim do ano, tem um guia de decoração natalina para condomínio.

Perguntas frequentes

Quantos lux precisa ter a garagem do condomínio? A referência é a ABNT NBR ISO/CIE 8995-1: 75 lux nas vagas e nas pistas de tráfego, e 300 lux nas rampas de entrada e saída durante o dia, caindo para 75 lux à noite. A tabela é de estacionamento público interno e serve de referência para condomínio.

Pode usar sensor de presença na escada do condomínio? As instruções técnicas do Corpo de Bombeiros de SP não tratam de sensor na iluminação comum; o que elas exigem é o sistema de emergência, que é independente. Se usar sensor, cubra cada patamar e ajuste o tempo para a subida inteira.

A LED faz a parte elétrica do condomínio? Não. A LED faz o projeto luminotécnico, o fornecimento e, em Jundiaí e região, a instalação da iluminação sob responsabilidade da LED. Circuitos, quadros, sistema de emergência e ART ficam com profissional habilitado parceiro.

Fontes